Hoje eu comecei a trabalhar mais cedo do que o del, e pelo meu celular mandei um e-mail pra ele dizendo que estava anciosa pela viagem que planejamos para esse final-de-semana (prolongado, já que segunda-feira tem mais um feriado aqui no japão). O del respondeu dizendo que sentiu um frio na barriga só de pensar.
Não vejo a hora de passar dois dias sem pensar no trabalho, sem pensar no dinheiro, sem pensar nas baratas. Quem sabe até a gente consiga dormir numa cama de casal! Dois dias sossegados, dando risada, divertindo, namorando, realmente estou anciosa.
É assustador o quanto aqui eu sinto saudade não só das pessoas do Brasil mas também do del e até de mim mesma. Ainda que sejamos as mesmas pessoas aqui, essa vida muda nossas prioridades e nosso contato. Eu realmente sinto saudade do del que morava na repeão e da carol p que adorava uma festa. E do casal que no final-do-dia saía correndo pra ir ao cinema e quase sempre perdia o começo do filme (quando não o filme todo) porque chegava atrasado.
Aqui o cinema custa caro e é em inglês (com um desenho na parte de baixo da tela que suspostamente é uma legenda). Nem pensar em ir ao cinema durante a semana, se der sorte rola ir no domingo. Isso se a preguiça não for maior, já que aqui nosso final-de-semana é de um dia só e sempre fica aquela dúvida: diversão ou descanso?!
Eu sempre soube que a vida aqui seria difícil, mas vivendo aqui a gente encontra problemas que nem tinha imaginado, do tipo sentir saudade de si próprio ou não ter cozinha em casa. Quase tudo é diferente do que eu imaginava, pra pior ou pra melhor. Mas eu realmente me espanto quando eu ouço alguém falando: “o japão é bom prá ganhar dinheiro fácil”.
Há tanto brasileiros aqui e no Brasil que falam isso que eu me pergunto se essas pessoas não pensam no preço que realmente pagamos por esse dinheiro ou se não sentem tanta saudade quanto eu.
Não vejo a hora de passar dois dias sem pensar no trabalho, sem pensar no dinheiro, sem pensar nas baratas. Quem sabe até a gente consiga dormir numa cama de casal! Dois dias sossegados, dando risada, divertindo, namorando, realmente estou anciosa.
É assustador o quanto aqui eu sinto saudade não só das pessoas do Brasil mas também do del e até de mim mesma. Ainda que sejamos as mesmas pessoas aqui, essa vida muda nossas prioridades e nosso contato. Eu realmente sinto saudade do del que morava na repeão e da carol p que adorava uma festa. E do casal que no final-do-dia saía correndo pra ir ao cinema e quase sempre perdia o começo do filme (quando não o filme todo) porque chegava atrasado.
Aqui o cinema custa caro e é em inglês (com um desenho na parte de baixo da tela que suspostamente é uma legenda). Nem pensar em ir ao cinema durante a semana, se der sorte rola ir no domingo. Isso se a preguiça não for maior, já que aqui nosso final-de-semana é de um dia só e sempre fica aquela dúvida: diversão ou descanso?!
Eu sempre soube que a vida aqui seria difícil, mas vivendo aqui a gente encontra problemas que nem tinha imaginado, do tipo sentir saudade de si próprio ou não ter cozinha em casa. Quase tudo é diferente do que eu imaginava, pra pior ou pra melhor. Mas eu realmente me espanto quando eu ouço alguém falando: “o japão é bom prá ganhar dinheiro fácil”.
Há tanto brasileiros aqui e no Brasil que falam isso que eu me pergunto se essas pessoas não pensam no preço que realmente pagamos por esse dinheiro ou se não sentem tanta saudade quanto eu.
O dinheiro aqui pode ser rápido, mas não é fácil nem f...
Prá fechar vou postar algumas fotos dum festival brasileiro que teve aqui em tokyo. Foi muito legal porque deu prá matar a saudade dum show de samba (asa de água e neguinho da beija flor), do cheirinho de churrasco, de entender o que as pessoas falam em volta, de comer um dogão. Nesse festival eu realmente consegui me sentir no brasil por algumas horas.
Ps.: pesadelo e insônia aqui são corriqueiros.
Ps.2: o próximo post será sobre coisas das quais eu sinto saudade, algumas bizarras.
Ps.2: o próximo post será sobre coisas das quais eu sinto saudade, algumas bizarras.
Ps.3: o único dinheiro fácil até agora foi a nota de R$50 que achei na minha carteira logo que cheguei. Não faço a menor idéia de onde ela apareceu, mas até agora ela já serviu prá... medir baratas, claro!
5 comentários:
tão ótimas as fotos da criança, e
a carol tá linda, só não entendi aquele frango esquisito...
q churrasco miado... cadê a picanha?! costelinha? linguicinha? pão de alho? pessoas bêbadas do lado da grelha falando pro churrasqueiro 'pô, acho que aquela ali já tá no ponto hein'? cadê o churrasqueiro??? aaaaaa
tah, me empolguei.
que bom que teve esse festival, pareceu divertido... ou reconfortante pelo menos.
força pra vcs aí! :)
tsu
Caroool!!!!!
Vim pela primeira vez no seu blog (desculpa, virei mais vezes agora que ja aprendi o caminho).
So li esse post e o outro, das baratas, porque a internet é muito concorrida aqui na residência.
Poxa!
Aguenta firme aih que falta pouco. Falta pouco, né?
E essas baratas... blergh... viva a bomba de baratas!
Muito boa a sequencia de fotos da menininha!!!
Boa sorte! Fiauem bem! Aguentem firme!
Marta, também fora de casa
(ainda nao comecou a bater aquela saudade forte! mas ja da pra escutar Braza e sentir um negocio!)
carol, eu acho que sei do que vc tá falando, e acho também que esse lance de sentir falta de si mesmo e de quem a gente vê todo dia nao é exclusivo do japao nao. no fundo, acho que a gente pode se sentir assim em qualquer lugar quando trabalha demais e tem tempo de menos pra pensar na gente-solo ou na gente-dupla. ambos sao importantes pra gente praticar as coisas que gosta e bobeiras tipo fazer a unha, fazer máscaras de creme no cabelo, ler gibis e outras coisas supostamente inúteis, ver filmes, etc. foda, eu sei, é mto foda, e acho ainda que a situaçao se agrava quando estamos num lugar/país estranho, como se a gente tivesse desencontrado de si mesmo, com o corpo no automático mas a cabeça num lugar que nem sabemos onde.
e aí, talvez, a gente volta pra casa e descobre que aquelas coisas das quais sentimos falta nao existem mais, simplesmente porque mudamos, porque as coisas mudaram, porque as outras pessoas mudaram. e é aí que percebemos a importância do peito aberto pra compactuar com as mudanças e fazer delas divertidas também, à nova maneira das coisas...
fique tranqüila, fique feliz e tente lembrar que o que importa sao as pequenas coisas e que estas, por serem pequenas, sao portáteis e leváveis a qualquer lugar. música sempre existe. livros também. e recriar situaçoes que curtimos... com as devidas limitaçoes, claro, mas dá também.
nao te conheço muito (nada, pra falar a verdade, além de esparsos ois) mas só de saber que o del gosta de você e que estao juntos aí nessa parada dura, já dá pra sacar que você só pode ser gente boa e, portanto, que só posso desejar tudo de melhor pra você, assim como desejo pro del.
um beijo e se cuidem, os dois.
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