Hoje trablhamos por 16hr!
Por isso essa postagem termina por aqui.
Booaa noooiiii....zzzzzzzz
quarta-feira, 20 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Quarenta e cinco, simples assim
Durante um kyukei (que eu ainda não sei se é assim que escreve, mas significa "intervalo") no serviço, estávamos eu, o del e mais dois amigos brasileiros sentados num banco no coredor quando se aproximou da gente uma moça da Filipina, que perguntou em inglês a que horas devíamos voltar ao trabalho. Eu, como sempre, gaguejei, já que meu inglês não é lá aquelas coisas. Cada um balbuciou alguma coisa e o Jardel finalizou: "fourty five". Ufa, alguém tinha conseguido responder, poucos instantes depois da pergunta ter sido feita. Minha tenção por iniciar uma conversa em inglês havia passado, rs.
Eis que a Shella, a moça da Filipina, vira prá trás e avisa prás outras pessoas no corredor "quarenta e cinco", em bom e claro português!
Eu chorava de tanto rir enquanto nós quatro reclamávamos que nunca mais íamos falar em inglês com a Shella.
Essa "multi-culturalidade" daqui é muita boa!
Sobre a foto: O Alaska, onde nós perdemos uma noite. Saímos do Canadá na sexta de manhã, chegamos ao Japão sábado à tarde e nada de ver a lua. Sol o tempo todo.
Ps.: Essa moça fala tagalo (a língua da filipina), inglês, português, espanhol e nihongô (japonês). Com preferêcia para o inglês, aparentemente.
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Carol P
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05:58
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O JUCA que eu não fui
No meu primeiro ano de faculdade eu não fui na maioria das festas da ECA. Assim, sempre que alguém fala de alguma festa daquele ano eu respondo "ah, é a Abril pros Bixos que eu não fui", ou "é a Outubro ou Nada que eu não fui". Mesmo estando distante da faculdade naquele ano eu fui no JUCA pois eu jogava e o pessoal do time insistia que todas deveriam ir.
Fui, não joguei, ganhei medalha, fiquei um tempo em choque com tudo o que vivi (ou não) no JUCA e adorei toda aquela loucura. Ninguém nem precisou insistir prá eu ir no BIFE ou nos outros JUCAs. Pelo contrário, o JUCA era aquele momento do ano pelo qual eu esperava, ainda mais estando na atlética.
O JUCA 2007 está sendo agora e eu sabia que ia ser estranho não estar lá. Dá um apertinho no coração imaginar os jogos, a batereca, aquela torcida desesperada prá ganhar do Mack e poder gritar um aliviado "chuuuuupa mackenzie". E quando se está na quadra a emoção é muito boa. Que dó perder a festeca, as loucuras no alojas durante as baladas do amaral, as loucuras no alojas o tempo todo, os amigos pirando, os pirados também! Que puta saudade. Não imaginei o tamanho da saudade que eu sentiria de poder bater um papo descomprometido com essa galera.
Mas o JUCA 2008 me aguarda, =) . Claro que nenhum é igual ao outro, que as pessoas vão saindo da facú, deixando de ir nos inters, mas é um consolo pensar que eu ainda posso experimentar mais um pouco daquele clima... Prá quem nunca foi num JUCA deve parecer até exagero essa saudade, mas tenho certeza que muita gente entende isso. Não é a toa que uma amiga da eca quase voltou da França e desistiu de um mochilão pela Europa só prá poder ir no JUCA. Loucura, ridículo, exagero? Isso é o JUCA. E isso faz falta aqui no Japão.
Faz falta bater um papo de nerd com alguém durante horas, discutindo filosofia ou psicologia. Faz falta bater um papo sem noção com a mesma pessoa, falando de festas ou sexo.
Faz falta ter mais alguém realmente legal (além do del, claro) prá bater um papo qualquer sobre uma coisa qualquer.
Por outro lado, estamos trocando todas essas coisas boas e muitas outras já conhecidas por muitas surpresas, agradáveis ou não. Por experiência, por histórias, por vivência e por dinheiro, claro.
Em alguns dias dá bastante desânimo, vontade de ficar em casa dormindo e não ir trabalhar. Mas daí a gente se surpreende e se diverte com alguma coisa no trabalho, como uma filipina que era dançarina de comédia (?) e fez uma dancinha muito engraçada no meio da fábrica quando alguém falou prá ela "dance". Ou com um nerd com quem dá prá bater altos papos enquanto se trabalha (desde que o chefe não ouça, claro). Ou uma história de vida completamente diferente da sua e de qualquer outra que você já tenha ouvido.
Enfim, loucura há em todo lugar. Aqui não tem a animação do JUCA nem a mesma energia, mas o que mais me surpreendeu no JUCA e na ECA foi o quanto eu cresci em alguns aspectos, especialmente em saber aproveitar os benefícios da diferença entre as pessoas. E diferenças aqui no Japão não faltam. Tô podendo pôr em prática e aperfeiçoar muito o que eu aprendi de mais importante na faculdade. MINHA faculdade conquistada com tanto suor quanto agora.
"Ô ECA maravilhos, cheia de encantos mil. Ô ECA maravlhosa, melhor escola do Brasil."
P
Numa postagem sobre a ECA não poderia faltar uma foto do del "jardelando" no avião, com o travesseiro na cabeça, fazendo os japas pensarem "ai, mais um brasileiro".
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Carol P
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04:17
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domingo, 3 de junho de 2007
O primeiro terremoto (e a primeira postagem) a gente nunca esquece!
"Nossa, quem tá balançando minha cama?... Ué, mas eu durmo no chão!"
Há uma semana este blog está feito, exatamente uma semana pois ele foi criado na última folga, mas eu ainda não tinha tido tempo e disposição para escrever. Claro que aconteceram coisas interessantes, pois elas sempre acontecem por aqui, mas elas não conseguiram me fazer sacrificar horas preciosas de sono para escrever. Mas agora...
Na tarde passada, que para nós era uma noite já que trabalhamos de madrugada, eu acordei sentindo que alguém estava mexendo na minha cama. Ops, mas eu não durmo em cama, durmo no tatami, no chão. E as portas estavam chacoalhando! O lustre, que parece um disco voador, tentava voar. "Terremoto", eu disse pro Jardel, que disse estar sentado nesta hora, mas eu não lembro deste detalhe, estava sonolenta. Ele respondeu que sim com a cabeça e falou para eu me acalmar. Eu deitei e fiquei aproveitando aquela sensação completamente nova. É, eu gosto de sensações novas!
Demorou um pouquinho mas passou. O del deitou e eu fiquei olhando o lustre balançar. Tentei cutucar o del, mas ele já tinha pegado no sono de novo. Com aquele balancinho era fácil pegar no sono, parece o balanço de carro em movimento (eu sempre gostei de dormir em carros). Mas isso no final do terremoto, porque um pouco antes parecia... sei lá, tudo balançava... ah, acho que parecia um terremoto mesmo.
Dizem que há terremotos na vertical e na horizontal. Claro, os na horizontal são menos violentos, pois as coisas não pulam, apenas balançam. Foi o caso desse. Nada caiu, nem quebrou, acho que sequer saiu do lugar. Bem, se tínhamos que passar por um terremoto um dia, esse foi um bom começo. Que bom, mais uma experiência prá voltar na bagagem. E pelo jeito a bagagem vai voltar pesada!

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Carol P
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13:54
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