domingo, 28 de outubro de 2007

"Nunca ria da sua mulher qd encontrar uma barata enquanto caga. Amanhã você pode encontrar uma barata na calça depois de ter vestido". Jardel Itocazo

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Quando o dia tá uma merda...

"meu cú nunca mais será o mesmo"

Eu ainda tava lá fora sentada no corredor sujo do meu condomínio e tentei mandar um sms pro cel do dell, que aparentemente tava sem bateria e nem dá sinal onde ele trabalha. A mensagem foi entregue e eu fiquei mto feliz. Uns 10 min depois o dell tava chegando de bike, todo ensopado (pq começou a chover), mas com uma chave.
Entramos felizes e cansados em casa e eu tirei a roupa e fui pro banheiro tratar de resolver uma dorzinha de barriga que estava me dando (claro, afinal era tudo o que eu precisava quando estava trancada prá fora de casa).
Sentei no trono, trabalho "em andamento" e eu percebi um ponto preto no rolo de ph. Vale observar que no Japão, assim como imagino que seja no resto do mundo também, a distância entre o ph e a privada é a mesma que no Brasil, no máximo uma braçada. No caso de um apartamento menor que meu antigo quarto (que era pequeno) essa distância diminui prá dois palmos. Levando em conta que grande parte das pessoas quando senta no trono apóia o cotovelo no joelho e a cabeça nas mãos, a minha distância diminuiu prá um palmo (entre o ph e meu nariz).
Eu olhei aquele ponto preto no ph e reconheci como cocô de barata. Alguém reconhece um cocô de barata? Pensei: "filadaputa, além de cagar no meu banheiro usou meu ph!".
Decidi puxar aquela ponta do ph e desenrolar umas 5 voltas do ph pra poder usar o resto com razoável segurança. Eu ia jogar aquele pedaço fora, afinal ele já estava cagado e meu trabalho ainda estava "em andamento", bem literalmente.

E eis que o ph faz um barulho... Aquele maldito barulho de patinhas tão nojentamente familiar.

PUTAQUEOPARIU!!! E eu já estava do lado de fora do banheiro, puuuuuta, com o braço doendo de uma batida que deve ter sido na porta, revertendo meu trabalho e pelada (de novo, vide post sobre barata durante o banho)!

- É uma barata?
- ÉÉÉ!!!
- Ufa, pensei que fosse um rato...
- MAS EU TAVA CAGANDO!!!
- Hahahahahahaha
- E ELA PULOU EM MIM!!
- Hahaha
- E EU TAVA NA METADE DO SERVIÇO!!!!!!
- Hahahahahahahahahahahahahahaha
- VAI MATAR ESSA PORRA LOGO!

O dell, rindo ainda, pegou o veneno e matou a maldita, que ainda teve tempo de pular o degrau prá fora do banheiro e morrer na porta. Eu tive o impulso de pegar o chinelo e esmigalhar ela, ainda que estivesse previamente morta, mas eu lembrei do nosso acordo "corpos inteiros são do dell, despedaçados são meus" e resolvi descontar minha raiva em outra coisa. Cagando, por exemplo.
Peguei um novo rolo de ph e terminei o serviço da forma mais rápida possível. Tomei banho e quando saí estava o dell passando mal com o veneno que jogou na barata (que segundo ele é a barata mais nojenta que ele já viu).
Eu até tiraria uma foto do corpo, mas não quer ver essa maldita de novo. Magoei...

Ps.: fui corrigir o texto no word e ele me sugeriu que usasse o termo "defecando", ao invés de cagando... eu mereço

...pro del chegar. E eu tô perdendo tempo suficiente teclando aqui.

Como to postando: pela minha propria net wireless e usando o iPod touch. Pq escrevo tudo no titulo: é onde o iPod deixa... Belê, mais umas 2hr pro...

Desabafo: to trancada pra fora do meu ape pq esqueci a chave e cheguei antes do del. Como entrei no condominio: atras de uma japan na porta automatica

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Pagando dívidas: Disney



Esses dias lembrei que tenho um post escrito sobre a disney mas faltava publicar. Hoje reli o post e percebi que ele não tá completo, mas postar mesmo assim e tentar finalizar. Enquanto fazia isso uma amiga entrou no msn e me cobrou esse post, o que me motivou ainda mais... aí vai (e não me ecnha mais o saco, Vanessa! rs...):

Eu andava meio tristonha nos últimos dias. Não sabia se era saudade das pessoas, saudade da comida, se era pelo trabalho, ou por só trabalhar, por não saber me comunicar com os nativos, ou pelo nosso minúsculo e imensamente bagunçado apartamento... Mas eu tava meio borocochô sim. Nunca fui de ter problemas para dormir, aliás, o problema é que eu queria dormir sempre, mas nas últimas semanas eu estava com uma insônia ferrada. Acordava todo dia entre 12hr e 13hre não conseguia dormir mais (mesmo tendo ido dormir entre 7hr e 8hr). E ficava acordada pensando nas coisas pra resolver, na saudade das pessoas, em quantas semanas faltam pra voltar pra casa, em comer um arroz de verdade com feijão de verdade! Quem pensa que a nossa vida no Japão é boa porque a gente ganha mais dinheiro é um completo cretino. O buraco é tão mais embaixo...
Enfim, decidimos tomar uma atitude. Não dá pra voltar pra casa agora, então vamos dar uma animada na vida aqui. Desde o Fuji que a gente não saía de final-de-semana, acho que traumatizamos. Decidimos então passear mais aos domingos e estudar japonês durante a semana, já que eu tava numa saudade danada de estudar (sim, eu sou cdf!). Quem sabe o próximo passo seria arrumar uma atividade física pra fazer? Seria tão bom...
No primeiro domingo que se seguiu após essa decisão nós fomos ao cinema. Tem um cinema bem legal perto da nossa casa, onde a gente já tinha assistido Shrek. Fomos e assistimos o filme do Tarantino e do Roert Rodriguez. São dois médias, o que dá umas 3hr de filme, com o som da sala alto pra caramba e, claro, todo em inglês, que a gente entendeu um terço, deduziu outro terço e ficou sem saber nada a respeito do último terço. Os filmes são cansativos, pesados de assistir, uma homenagem a uma categoria de filmes trash antigos, coisa de nerd mesmo. Valeu mais pelo conhecimento do que pela diversão.
Já havíamos dado o primeiro passo, mas na terça-feria eu faltei no serviço por causa da maldita da insônia ainda. O sono bateu 1hr antes de ir trabalhar. Tudo bem, faltei no serviço e dormi, mas dormi muuuito. Acordei comemorando! Eu tinha conseguido dormir 12hr seguidas!!! Viva!!! Voltei a ser eu de novo!!
Completando nossa missão de melhorar a vida aqui, decidimos estudar japonês de verdade. Solicitamos os folhetos do Kumon e escolhemos uma classe aqui perto de casa para freqüentar. No Kumon você pega as lições, faz em casa e leva pro professor só corrigir. Íamos no Kumon na segunda passada, mas não deu tempo. Depois na quinta, mas o del tinha dormido muito mal. Conseguimos finalmente ir ontem, segunda-feira, um dia depois da Disney, consagrando a concretização do nosso objetivo de viver melhor. Mas vamos pela ordem...
Na segunda passada a mulherada no meu serviço sugeriu de irmos pra Disney. Eu fiquei toda animada, porque era louca pra conhecer a Disney e isso viria a calhar nos nossos planos de “+ diversão”. O Del ficou bancando o homenzinho e dizendo que a Disney devia ser muito bobinha... unf. Chegou no sábado a noite e eu estava trabalhando enquanto quase todas as outras meninas que iam tinham tirado folga. Eu saí do trabalho tarde, mais de 4hr da manhã, desanimada. Já não sabia se valia a pena ir ou não, porque eu tava muito cansada e com uma preguiiiiiiiça (essa preguiça sempre acaba comigo). Mas em casa o del tava animado, dizendo que o parque parecia mais legal do que ele pensava e que tinha uma entrada que valia a partir das 15hr e era ais barata. Era pra quem não queria ir de manhã mas queria aproveitar o parque até o fim (detalhe, o parque abre as 8h30 e fecha as 22hr!). Decidimos comprar esse bilhete e assim eu conseguia satisfazer um pouco do sono, pois podia dormir até meio-dia, e o nosso plano “+ diversão” seria cumprido também.
Acordei um pouco antes do relógio tocar toda empolgada!!! Eu ia dar um abraço no Pateta!!! Com sorte até puxava a orelha do Mickey e pegava no rabo do Tigrão! Pegamos nossas câmeras e fomos. Saímos de casa mais tarde do que o previsto, comemos correndo e fomos o mais rápido possível, subindo a pé as escadas rolantes das estações de trem e metrô (sim, dá pra chegar na Disney de trem e metrô, eu adoro o sistema de transporte público daqui).
Chegamos lá e não tinha fila pra comprar os ingressos, o que compensava o nosso atraso ao sair de casa. Entramos no parque as 15h20!
Logo de cara nos deparamos com uma “parada” na qual estavam passando carros com castelos e os personagens da Disney. Bonitinho, mas vimos só o final e mesmo assim não demos muita bola, pois queríamos aproveitar o nosso tempo lá dentro. Ah, falando em “tempo”, ficou um nublado de chuva o dia inteiro, mas não choveu. Perfeito!
Passamos num brinquedo que é tipo um Splash e pegamos o “Fast Pass”. Fast Pass é um bilhte genial que você pega na entrada do brinquedo e ele te dá o direito de voltar naquele brinquedo um tempo depois e entrar dierto, sem pegar fila (na verdade pega um pouqinho de fila de todas as pessoas que tem aquele bilhete). Por exemplo, as 15h30 nós pegamos o bilhete pra voltar no Splash entre 18h25 e 19h25, e nesse meio tempo nós podíamos fazer qualquer outra coisa. É como guardar lugar na fila. Só que depois de pegarmos o primeiro Fast Pass nós descobrimos que só poderíamos pegar o próximo uma hora e meia depois, o que arruinava os nossos planos de pegar vários Fast Pass e depois ir entrando nos brinquedos sem pegar fila nenhuma, haha... esses brasileiros.
Bom, encontramos a mulherada do serviço, que estava lá desde as 10hr da manhã, casa uma acompanhada de seu devido par (só uma estava sozinha, vela mesmo), e fomos pro brinquedo do puff. O del já tinha falado que esse brinquedo parecia um dos mais legais, porque vc entra num carrinho que vai passando por salas que contam a historinha do puff, só que o carrinho não tem trilhos nem rodas e cada vez que vc vai ele faz um caminho diferente. Bom, pagamos 70min na fila pra ver. LINDO!!!
Desde a fila já vai tendo casinhas de abelha e coisinhas que lembram o puff. Daí no último estágio da fila, que já é dentro do brinquedo, tem páginas gigantes do livro do puff (onde eu fiquei gritando que nem besta: eu tenho esse livro! Eu tinha esse livro!). Daí vc entra no carrinho, que de fato não tem rodas nem trilho e começa a andar pela história do puff. Mas é liiiindo!!! Uma comparação chula seria com a “montanha encantada” do Playcenter, mas essa do puff é muito mais caprichosa. Primeiro porque conta a história mesmo, e tem bonequinhos voando, projeções na parede, projeções no ar, a música e as falas saindo da boca de cada personagem (robozinhos), o carrinho que vai dançando e você nem sabe como. Numa mesma sala o carrinho te leva pra ver cada cena em cada parede, rodando e quase batendo nos outros carrinhos. E na sala do trigrão, enquanto na parede tem a projeção dele pulando, o chão onde estão os carrinhos “pula” também! É o máximo! E pra terminar com chave de outro uma das últimas salas tem cheirinho de mel... Que encanto! Eu saí de lá besta. É tudo tão lindo... e eu não pude fotografar nada! É proibido fotografar dentro dos brinquedos. Um pecado, porque todos são muito bem feitos e bem cuidados.


Aí acabou o post que eu já tinha escrito. Ainda bem, pq tava ficando muito grande, hehe... Nesse dia ainda passamos em um monte de brinquedos, só nos dois já que a mulherada resolveu parar nas lojinhas e fazer comprar. Aliás, a Disney tem muito mais lojinhas que brinquedos. É impressionante! Saí de lá vitoriosa por não ter gastado nada, rs.
Andamos em brinquedos como a casinha do pinóquio, uma montenha russa no escuro, um splash, um cinema 3d, um galpão da história do Roger Rabbit. Nada muito inovador na idéia, mas todos os brinquedos eram muito bem feitos. Incrível. O mais "diferente", depois do puff, foi um tour de barco que simulava um safari. O rio passava por leões, elefantes, tucanos, índios, jacarés, enfim uma mistureba de África com Amazônia, mas ok pois o robôs eram muito reais.
À noite sentamos uma meia hora prá comer e assistir o desfile de carros iluminados. Lindo! Daí se originam minhas mais de mil fotos (já que não tem quase nada do brinquedos).
Saímos da Disney umas 22h30 com o auto-falante agradecendo pela visita mais avisando que o parque estava fechando, hehe. Em inglês, claro.

Chegamos em casa mortos de cansasso mas aquele cansasso gostoso de quem gastou bastante energia se divertindo.

No dia seguinte fomos ao Kumon, pra nossa primeira aula de Japonês. Uma salinha pequenininha, cheia de crianças e bem bagunçada à moda japonesa. O kumon é um curso de reforço escolar que tem também curso de linguas prá adultos, ou seja, o aluno mais velho na sala além da gente tinha um terço da nossa idade... Se a gente tivesse entrado na sala fantasiado de Mickey talvez tivesse chamado menos atenção. Até os professores ficaram desesperados com a nossa presença. Fizemos a prova, ambos recomeçamos o nível onde paramos quando estávamos em Omigawa. O problema é que já tínhamos chegado ao fim desses níveis...

Não selecionei as fotos da Disney até hoje simplesmente porque dá uma preguiça monstruosa e escolher as melhores entre mais de mil fotos... mas vou tentar! A princípio vou postar aqui algumas das boas.































































































Ah, não consegui dar meu abraço no Pateta! Quem sabe na próxima oportunidade, na Disneu Sea...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Minha Colação de Verdade

Hoje é o dia da minha colação de verdade.

A de mentira já foi há 1 ano e meio, mas agora é a oficial.

Eu poderia escrever pra caramba aqui sobre como foi minha época na faculdade, mas isso tomaria muito tempo e eu me afundaria num mar de nostalgia e lágrimas.

Como estou atrasado pro trabalho vou só deixar registrado que estou orgulhoso de ter me formado, e mais ainda por ter um dos melhores amigos da minha vida me representando nessa colação. Valeu Tsu!

Hoje eu gostaria de estar nessa colação e sair pra brindar com todo mundo que foi importante pra mim durante essa fase, mas infelizmente estou a 30h de avião e 2h de carro da USP nesse momento.

Obrigado a cada um de vc's que sabem pelo que eu estou agradecendo.

Com amor e sempre sem noção,

dell.

domingo, 14 de outubro de 2007

Fotos novas

No final-de-semana passado viajamos para uma cidadezinha aqui perto de tóquio, chamada Hakone. Muito bonitinha, é como a versão japonesa de "campos do jordão". As fotos estão no meu flickr:
http://www.flickr.com/photos/35642038@N00/sets/72157602400748818

beijos

sábado, 6 de outubro de 2007

Dinheiro Fácil

Hoje eu comecei a trabalhar mais cedo do que o del, e pelo meu celular mandei um e-mail pra ele dizendo que estava anciosa pela viagem que planejamos para esse final-de-semana (prolongado, já que segunda-feira tem mais um feriado aqui no japão). O del respondeu dizendo que sentiu um frio na barriga só de pensar.
Não vejo a hora de passar dois dias sem pensar no trabalho, sem pensar no dinheiro, sem pensar nas baratas. Quem sabe até a gente consiga dormir numa cama de casal! Dois dias sossegados, dando risada, divertindo, namorando, realmente estou anciosa.
É assustador o quanto aqui eu sinto saudade não só das pessoas do Brasil mas também do del e até de mim mesma. Ainda que sejamos as mesmas pessoas aqui, essa vida muda nossas prioridades e nosso contato. Eu realmente sinto saudade do del que morava na repeão e da carol p que adorava uma festa. E do casal que no final-do-dia saía correndo pra ir ao cinema e quase sempre perdia o começo do filme (quando não o filme todo) porque chegava atrasado.
Aqui o cinema custa caro e é em inglês (com um desenho na parte de baixo da tela que suspostamente é uma legenda). Nem pensar em ir ao cinema durante a semana, se der sorte rola ir no domingo. Isso se a preguiça não for maior, já que aqui nosso final-de-semana é de um dia só e sempre fica aquela dúvida: diversão ou descanso?!
Eu sempre soube que a vida aqui seria difícil, mas vivendo aqui a gente encontra problemas que nem tinha imaginado, do tipo sentir saudade de si próprio ou não ter cozinha em casa. Quase tudo é diferente do que eu imaginava, pra pior ou pra melhor. Mas eu realmente me espanto quando eu ouço alguém falando: “o japão é bom prá ganhar dinheiro fácil”.
Há tanto brasileiros aqui e no Brasil que falam isso que eu me pergunto se essas pessoas não pensam no preço que realmente pagamos por esse dinheiro ou se não sentem tanta saudade quanto eu.


O dinheiro aqui pode ser rápido, mas não é fácil nem f...


Prá fechar vou postar algumas fotos dum festival brasileiro que teve aqui em tokyo. Foi muito legal porque deu prá matar a saudade dum show de samba (asa de água e neguinho da beija flor), do cheirinho de churrasco, de entender o que as pessoas falam em volta, de comer um dogão. Nesse festival eu realmente consegui me sentir no brasil por algumas horas.



brasileirice


óia o frango atropelado!





sai daqui!









unh...

gostei de você!








será que é samba?
dogão! dogão


vc já sentou numa willians?




Ps.: pesadelo e insônia aqui são corriqueiros.
Ps.2: o próximo post será sobre coisas das quais eu sinto saudade, algumas bizarras.

Ps.3: o único dinheiro fácil até agora foi a nota de R$50 que achei na minha carteira logo que cheguei. Não faço a menor idéia de onde ela apareceu, mas até agora ela já serviu prá... medir baratas, claro!