quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Pro Lulo

se esse não fosse o post do Lulo talvez chamasse baraticídio...


Lulo, você estava coberto de razão, deculpe a minha falha tão primária! Mas hoje, quando cheguei em casa e olhei na minha banheira, percebi a oportunidade de me redimir desse erro (sem sacanagem).




Sim, havia mais uma filha-da-puta no meu banheiro, dessa vez mortinha, huahuahuahua.



As melhores invenções que eu encontrei no Japão não têm nada a ver com tecnologia, são as coisas mais simples possíveis. Uma delas (e a mais útil até agora) é a bomba de barata! Um potinho em que você coloca um pouco de água e sai correndo, porque ele começa a soltar uma fumaça que empesteia o ambiente e mata todas as baratas do lugar. Já encontramos baratas mortas até dentro de lata de refrigerante (vazia, claro) graças a essa brilhante invenção.



Como domingo eu fiz uma mega arrumação aqui em casa (na qual foram encontrados 7 corpos, entre vivos e mortos) eu decidi hoje armar uma dessas bombas antes de ir trabalhar. Na verdade armamos duas, uma para adultas e outra para filhotes e demais pequenas pestes.



E quando eu chego em casa, o resultado: um grande corpo na banheira e cinco pequenos corpos juntinhos na sala/quarto/cozinha. Talvez fosse um pique-nique...


Com certeza vou encontrar mais corpos daqui a pouco. Na verdade localizei mais um enquanto escrevia esse post.

Ah, vou esperar o del chegar do serviço prá tomar banho, claro. O trato é o seguinte: eu recolho os destroços "explodidos" nojentos, ele recolhe os corpos que ficaram inteiros!


Ps.: não sei pq tenho uma nota de cinquenta reais aqui.

sábado, 8 de setembro de 2007

Delícia de banho...







Sim, eu estava lá, tomando um banho relaxante e eis que olho prá parede e vejo esse bicho medonho que eu odeio mais do que nunca! E eu lá, indefesa, peladona, num banheiro de menos de 1,5m...
Saí correndo e peguei o veneno e o chinelo. Começo pelo veneno, mas se correr toma chinelada. Decidi terminar meu banho, olhando prá ela, claro.
Saí do banho e percebi que não havia como descrever a tamanha nojentice dessa filha duma puta cascuda. Decidi tirar uma foto, puro sadismo.
Peguei a camera, troquei de lente várias vezes, tirei várias fotos e ela nem se mexeu. Troxa, merece morrer mesmo!



Tirei as toalhas, as escovas de dente, a gilete, o depilador e até o papel higiênico de dentro do banheiro. Droga, acabei de perceber que esqueci de tirar o sabonete.
Taquei veneno na bicha e tive o prazer de ver ela se debater e agonizar. Como toda barata ela tentou correm na minha direção, mas eu me defendi com uma jato e veneno bem na fuça! Morreu e eu nem precisei do chinelo. Queria ter fotografado essa deliciosa agonia, mas minhas duas mãos estavam ocupadas (veneno na esquerda, chinelo na direita, eu sou destra).
E nunca mais atrapalhe meu banho, malditas baratas!



ps: hoje posso provar que as baratas diminuem depois que morrem... não é exagero das mulheres quando nós falamos que matamos um monstro e depois o que sobra é um corpo cascudo um pouco maior que uma formiga.
ps2: depois posto sobre a disney, não podia deixar de compartilhar esse sentimento em tempo real aqui no blog.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Saudade

Hoje nós comemos num restaurante brasileiro.
Feijoada e bife à parmiggiana.
Gostoso.
Mas era de mentira.
A couve não estava cortada em tirinhas.
O filé tinha molho de tomate e queijo por cima, era gostoso, mas não era um legítimo filet à parmiggiana, daqueles cheio de gordura no milanesa e embebido no molho, que não é só um extrato de tomate.
A feijoada era muito gostosa, apesar de ser pequena, pecado capital...
Mas o foda foi o arroz...simplesmente não era arroz, era gohan.
O mais importante era que o arroz não fosse gohan, simplesmente pq o gohan eu como em qualquer lugar do Japão, o arroz brasileiro não achamos em lugar nenhum daqui, e pelo jeito não vamos achar...
Mas hoje eu percebi que eu não sinto saudades das pessoas, das comidas, da bola de futebol ou dos bichos.
Eu tenho vontades...
"Ai que vontade de jogar uma bola agora"
"Nossa, uma picanha grelhada agora seria a morte!"
Na impossibilidade de se fazer alguma dessas coisas a gente nomeia isso de saudade...
Se eu to com vontade de jogar bola e não posso jogar bola, eu fico com saudade de jogar bola.
Mas o que eu entendo por saudade não se aplica assim. Quando eu sinto o que eu chamo de saudade sempre é com relaçao a alguma situação.
Eu nem tenho saudade do meu pai, da minha mãe, do meu melhor amigo ou do meu bichinho de estimação. Engraçado né?
Mas eu morro de saudade de quando a gente sentava na repeão e começava a jogar uma partida de winning eleven as 20h, só uma partidinha, e iamos dormir as 3h da manhã.
Ou de quando íamos em 15 pessoas passar a tarde na vet.
Quando eu passava as férias inteiras na casa dos meus primos...nossa que delícia.
Que saudade de ir em uma pizzaria ou viajar pro interior com minha família.
E também de preparar fanáticos e recebê-los de presente.
Essas são saudades legítitmas (entre muitas outras), daquelas que eu sinto meu peito apertar e meu olho pesar. Daquela que se alguém me pega pensando nessas coisas vão perguntar: "que sorriso é esse na sua cara?".
Claro que essas situações sempre envolvem pessoas queridas que fazem da minha vida uma delícia. Mas eu não tenho saudade da pessoa em si, tenho muita vontade de estar com ela, mas saudade eu tenho das coisas que passei com ela.
Se eu converso com o Doug no msn é quase como se eu tivesse visto ele ontem. Agora se por um segundo eu lembrar desse filho da puta indo na sala reclamar do nosso barulho enquanto a gente pulava no sofá pra fingir que estávamos dormindo, eu fico que nem agora, com o olho cheio de lágrima e o sorrisinho besta na rosto.
Se eu passo a madrugada teclando com o Tsu, a gente conversa de qualquer coisa que conversaríamos no Brasil, mas quando penso nele falando "fudeo!" e começando a rir depois é a mesma coisa...
Quando eu lembro do Victor indo de cobertor pro colégio, ou o gol que eu tirei de cabeça do Rafa na educação física, até mesmo a Carol, que está todo dia aqui do meu lado. Quando lembro do dia que estávamos ficando no carro e o som começou a tocar U2 sozinho, eu morro de saudade, mas nunca poderia dizer que sinto saudade dela.
Eu poderia escrever milhares de páginas com momentos que fazem eu chorar e me sentir feliz ao mesmo tempo, são esses momentos que me inspiram saudade, nunca a pessoa em si.
Se eu não sinto saudade mesmo das pessoas que eu amo quer dizer que eu tenho algum tipo de problema com a saudade, ou será que o amor na verdade é um sentimento baseado no que se viveu com cada um, e não em cada pessoa em si? Ou ainda mais, talvez a saudade não tenha nada a ver com o amor, mas é fato que as pessoas que eu amo são presença garantida em quase todos os momentos que me fazem sentir saudade.
Hoje eu matei uma vontade. A de fazer o pedido no restaurante em português, e no final ainda ouvir piadinha do caixa, em português. Mas ainda to morrendo de saudade de quando voltava da escola e já de fora de casa eu sentia o cheiro do leite de coco que fazia parte do molho do peixe que minha mãe tava fazendo...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Em breve: Disney Tokyo

Nesse fim-de-semana fomos à Disneyland Tokyo.



Durante essa semana tentaremos postar as fotos,vídeos e narração do passeio, portanto vejam rápido o que tem pra ver do Fuji, pq depois vai ter bastante coisa pra ver (pelo menos fotos)
A sem noção da Carol tirou: 1276 fotos
O ponderado "eu" gravou: 50min
Claro que só uma pequena parte dessas fotos serão postadas, e só poucos minutos de vídeos editados estarão disponíveis, afinal, grande parte desse material bruto é lixo mesmo...
No fim de semana que vem iremos à uma feira brasileira num parque daqui...vai ter show do Ásia de Agua e do Neguinho da Beija Flor aqui em Tokyo, bizarro...